Filipe La Féria  
 

Filipe La Féria

Direcção Artística, Adaptação, Encenação e Cenografia

 

 

Em 1963 iniciou a sua actividade teatral como actor, no Teatro Nacional, com Amélia Rey Colaço, tendo ainda pertencido às companhias do Teatro Estúdio de Lisboa, Teatro Experimental de Cascais, Casa da Comédia e Teatro da Cornucópia.
Estudou encenação em Londres, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e foi assistente de Victor Garcia em “As Criadas” de Jean Genet.
Foi director, durante 16 anos, do Teatro da Casa da Comédia onde encenou, entre outros, “Faz tudo, faz tudo, faz tudo!”, “A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini”, “A Marquesa de Sade”, “Eva Péron”, “Savanah Bay”, “A Bela Portuguesa”, “Electra ou a queda das Máscaras”, “ Noites de Anto”, “A Ilha do Oriente”, revelando autores como Marguerite Yourcenar, Duras, Mishima, Agustina Bessa-Luís ou Mário Cláudio.
Em 1990 escreve e encena “What happened to Madalena Iglésias“ e aceita o convite como autor, encenador e cenógrafo de “Passa por mim no Rossio”, no Teatro Nacional D. Maria II, encenando posteriormente, no mesmo Teatro, “As Fúrias”, de Agustina Bessa-Luís.
Dirige, em Bruxelas, o espectáculo inaugural da Europália (1991), e em Sevilha, o Dia de Portugal na Expo Sevilha ’92.
Reconstrói o Teatro Politeama onde estreia “Maldita Cocaína” (1994), “Jasmim ou o Sonho do Cinema”, “Godspell”, “Maria Callas”, “Rosa Tatuada” (1999).
Foi premiado várias vezes pela Crítica, Casa da Imprensa, S.E.C., e várias revistas como autor, encenador e cenógrafo. No décimo aniversário do 25 de Abril, a Associação Portuguesa de Críticos premeia-o como uma das personalidades que mais se destacaram no Teatro.
Para a televisão, produziu e encenou “Grande Noite”, “Cabaret”, “Saudades do Futuro” e “Comédias de Ouro” onde apresenta, na RTP1, autores como Dario Fo, Oscar Wilde, Peter Schaffer e Feydeau.
Em 2000 escreve, encena e faz os cenários de “AMÁLIA” que estreia no Teatro Politeama. Há seis anos em cena e representado em Paris e outras cidades de França e Suíça, tendo ultrapassado os seis milhões de espectadores.
Foi condecorado Comendador com a Grande Ordem do Infante D. Henrique, por sua Excelência o Presidente da República, Dr. Mário Soares. Foi premiado como personalidade do ano na área de Teatro, com os Globos de Ouro em 2000 e “Amália” considerado o melhor espectáculo do ano.
Em 2001 encena e cenografa a peça “A Casa do Lago”, de Ernest Thompson, com Eunice Muñoz e Ruy de Carvalho.
Em 2002 dirige e encena o musical de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe, “My Fair Lady” (“Minha Linda Senhora”), espectáculo galardoado com o Globo de Ouro para Melhor Espectáculo do Ano, em cena dois anos no Teatro Politeama e no Coliseu do Porto, a que se seguiram “A Rainha do Ferro-Velho” (2004), de Garçon Kanin e “A Menina do Mar” (2005), de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Após “A Minha Tia e Eu”, no Teatro Politeama, Filipe La Féria encenou o musical infantil “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll e “A Canção de Lisboa”, baseado no célebre clássico do cinema português de Cotinelli Telmo.
Em 2006 foi condecorado por Sua Excelência, o Exmo. Sr. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, com a Ordem de Grão - Cruz de Mérito da Ordem do Infante.
Em Maio produziu a Gala “Campo Pequeno de novo em grande”, num espectáculo emitido em directo pela RTP para celebrar a re-inauguração da Praça de Touros do Campo Pequeno.
Em Setembro do mesmo ano levou a cena a adaptação de “Sound of Music” (“Música no Coração”), de Richard Rodgers e Óscar Hammerstein II, também no Teatro Politeama, que foi galardoado com o Globo de Ouro para o melhor espectáculo do ano. Foi condecorado com a medalha de ouro da cidade de Lisboa.
Em Dezembro, adaptou para Teatro “Le Petit Prince”, o célebre livro de Saint-Exupéry (“O Principezinho”), num espectáculo criado propositadamente para o público infanto-juvenil que já foi visto por milhares de crianças de todo o país.
Em 2007, produziu a “Gala das 7 Maravilhas”, para a TVI, com transmissão em directo da Praça do Campo Pequeno, a propósito da cerimónia de eleição das 7 Maravilhas do Mundo a realizar-se, este ano, em Lisboa.
Em 2007, no Rivoli Teatro Municipal do Porto apresentou um dos seus mais ambiciosos projectos, “Jesus Cristo Superstar” que obteve um êxito absoluto na cidade do Porto: 150 mil espectadores em 5 meses de lotações esgotadas.